08 outubro 2015

SER FILHA, SER MÃE!

Recentemente uma colega minha perdeu a mãe, e isso me fez pensar em quão doloroso deve ser não ter mais a mãe por perto. Eu sempre fui muito ligada a minha mãe, sempre fomos melhores amigas, e eu sempre contei tudo para ela, e ela por sua vez sempre foi minha cúmplice em muitas coisas. Eu sempre disse que não saberia o que fazer da minha vida se eu perdesse minha mãe, e ainda penso da mesma forma. Minha mãe é uma guerreira, uma mulher a qual quero me espelhar para dar ensinamentos para a Maricota, desejo doar o máximo de tempo para ela, como minha mãe doou para mim. Quero brincar com a Maria Clara de boneca, de casinha, de professora ou seja lá o que for, para que minha filha tenha momentos lindos registrados na memória, assim como eu tenho. Quando eu estava grávida ela foi a primeira pessoa a saber e a me apoiar, foi ela que comprou o primeiro presentinho para a Maria Clara, um sapatinho vermelho que guardo com muito amor. Quando a Maria Clara nasceu ela tirou férias do serviço para poder me ajudar com os primeiros dias, eu não posso dizer que me tornei mãe instantaneamente, mas eu entendi a minha mãe, eu me descobri como filha, e como mãe. Sabe aquela coisa que todas as mães falam, “quando você for mãe você me entenderá” É a mais pura verdade do mundo! 
A minha vontade foi de olhar pra minha mãe e falar o quanto eu sentia muito por cada vez que eu a deixei nervosa, preocupada, pelas respostas mal dadas e por infinitas vezes não entender por que ela agia de tal maneira, cansei de falar pra ela “a mãe da minha amiga deixou, você é uma chata”, de bater boca e sair xingando baixinho, e hoje eu falo pra ela que prefiro ser a mãe chata, quero dar a minha filha a criação que a minha mãe me deu, ela é o meu maior exemplo de mãe, e de avó.
Eu sempre amei a minha mãe, mas não fazia ideia do amor que ELA sentia por mim, apesar de ser muito amada pela minha mãe, o amor de mãe é algo quase impossível de descrever, quantas vezes minha mãe se calou e esperou que eu fizesse algo que ela sabia que não daria certo, mas por amor ela esperou que a vida me ensinasse. Apesar de sabermos que os filhos são criados pra um dia voarem sozinhos, dói de pensar, dói de saber que um dia eles não serão mais nossos bebês, que um dia não poderemos mais protegê-los.
Por mais que ela dissesse “quando eu morrer você vai me valorizar”, eu achava que estava certa, que ela não me entendia, mas EU que não a entendia, graças a Deus eu aprendi a ser filha com a minha mãe aqui pertinho de mim, há tempo de falar pra ela o quanto ela é importante pra mim, o quanto ela me ensinou e se hoje eu sou o que sou, é por que ela foi chata e preocupada, ela foi minha mãe.
Hoje, mesmo eu sendo casada, sinto tanta saudade de quando morava ainda com minha mãe, de todas as vezes as quais ela passava roupa, e eu ficava sentada perto dela conversando, de todas as vezes as quais ela me emprestou roupa e isso acabava sendo motivo para briga, saudades das vezes que deitávamos juntas para assistir filmes, ou então ficávamos conversando sobre séries...
Hoje sinto a necessidade de falar com minha mãe todos os dias, e se eu não falo parece que o dia não é a mesma coisa, minha mãe é o bem mais precioso da minha vida, e eu sou tão grata por Deus permitir que ela esteja comigo, esteja acompanhando o crescimento da Clarinha.

Mãe, hoje meu coração sente o mesmo amor que o seu, eu te amo!

Mães e filhos

Por um mundo onde os filhos valorizem mais suas mães. 



Tairine Vieira, 23 anos, mãe, curitibana, viciada em Grey’s Anatomy e ariana. Não tenho preconceitos com músicas, filmes ou qualquer coisa que seja. Acho que toda história (boa ou não) merece ser contada, por isso estou aqui. Certa vez analisaram minha caligrafia, e disseram que a letra não encosta na linha porque eu sonho demais, o que é verdade, afinal, pés no chão, não é comigo. Eu acredito que o ser humano é movido a paixões, amores e sonhos. Tenho um enorme defeito, rir de tudo que não posso e na hora errada. Costumo me dar ao luxo de passar os domingos de pijama vendo séries e filmes o dia todo. Sou fissurada em fotografias, e amo enxergar a simplicidade nos pequenos detalhes.
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